
Traição
Roubada pelo Meu Verdadeiro Companheiro
Eu estava na minha própria casa, vendo meu filho de cinco anos chamar a secretária do meu marido de “mamãe” — então deixei minha loba interior despedaçar em tiras o vestido que ela tinha comprado pra mim. Por seis anos, eu sufoquei a minha verdadeira natureza. Eu construí do zero o império imobiliário bilionário do Dominic, salvei as carteiras de investimen...
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Capitulo 1
Capítulo 1 O limite do desespero
POV da Gen
—Mamãe, eu quero algodão-doce!
A palavra me atingiu como um golpe de verdade. Fiquei paralisada na beira do carrossel do parque de diversões, vendo o rosto do meu filho de cinco anos se iluminar enquanto ele chamava outra mulher de “mamãe”.
Não eu. A Isla.
A secretária do meu marido mantinha o Sebastian sentado em um dos cavalos pintados, com os braços em volta dele como se ele fosse dela. O Dominic estava ao lado dos dois, com a mão pousada de um jeito possessivo nas costas dela. Eles pareciam uma família.
Uma família perfeita que não me incluía.
—Dominic! —Eu corri na direção deles, meus saltos estalando desesperados no chão. Cravei os dedos no braço dele. —O que é isso? Me explica isso!
O sorriso do Sebastian sumiu. Ele se encolheu contra as pernas da Isla, o rostinho se desmanchando de medo. —Papai, ela dá medo. Faz ela ir embora.
O chão pareceu inclinar debaixo dos meus pés.
—Não tem nada pra explicar —Dominic disse, tirando minha mão do braço dele como se eu fosse alguma coisa nojenta. —Essa é a realidade, Genevieve. Você devia ir embora.
A Isla......
Capitulo 2
Capítulo 2 Renascimento
POV da Gen
Bip. Bip. Bip.
O ritmo constante de um monitor cardíaco me puxou de volta da escuridão. Cada pulso eletrônico martelava direto no meu crânio.
A dor veio em seguida. Uma latejada surda atrás dos olhos. Minha boca tinha gosto de algodão embebido em arrependimento.
Tentei abrir os olhos, mas a luz forte me fez cerrar a expressão. Paredes brancas. Teto branco. O cheiro forte de desinfetante.
Uma figura de branco se moveu na beira do meu campo de visão. Pisquei com força, tentando focalizar. Uma mulher de uniforme hospitalar conferia um monitor ao lado da minha cama.
— Você é uma deusa, é? — as palavras saíram ásperas, com a garganta em carne viva. — Eu morri e você está aqui pra me levar... mas eu esperava algo mais dramático do que uma camisola de hospital.
A mulher se virou. Era jovem, talvez na casa dos vinte e poucos, com olhos castanhos gentis que se enrugavam nos cantos quando ela sorria.
— Você está no Hospital Municipal de Oakhaven, querida. Intoxicação alcoólica grave.
A realidade desabou em cima de mim. O bip contínuo do monitor parecia debochar. Eu não......
Capitulo 3
Capítulo 3 O cuco no ninho
POV da Gen
Meus dedos ficaram brancos de tanto apertar a borda da pasta. O papel era liso demais, oficial demais, como se tivesse sido preparado semanas atrás e só estivesse esperando o momento certo para destruir o que restava da minha vida.
Isla estava alguns degraus abaixo de mim, olhando para cima com aquela expressão perfeita de simpatia profissional.
— O Alfa espera que você assine rápido. Vai ser mais fácil para todo mundo.
Abri a pasta. As palavras se embaralharam no começo e depois ganharam nitidez. Petição de Dissolução de Casamento. Meu nome. O nome do Dominic. Uma lista de bens que, de algum jeito, incluía tudo o que a gente tinha construído junto, mas não deixava nada para mim.
— Leia com calma — disse ela, num tom que dava a entender que ela esperava que eu assinasse na hora. — Mas tenho certeza de que você vai ver que está tudo bem justo. Os advogados do Alfa foram bem minuciosos.
Justo. A palavra tinha gosto de veneno.
Eu olhei para ela. Isla ainda sorria, mas tinha algo nos olhos dela que fez minha visão embaçar nas bordas. Um calo......
Capitulo 4
Capítulo 4 O preço da dignidade
POV da Gen
Dominic pousou o copo de bourbon com um cuidado calculado.
— Termos? — o cheiro dele ficou mais cortante: fumaça de charuto caro misturada com irritação. — Do que, exatamente, você acha que tem direito?
— Metade de tudo o que a gente construiu junto. A empresa. Os imóveis. Os investimentos. — Mantive a voz firme, mesmo com o ardor subindo atrás dos meus olhos, o dourado vazando para a minha visão periférica. — Seis anos atrás, quando a Whitmore Development estava a três meses da falência, quem reestruturou toda a carteira de investimentos?
— Então é disso que se trata. — A risada de Dominic saiu áspera. — Você estava planejando isso o tempo todo. Se infiltrando na minha empresa, se tornando indispensável, pra poder pegar metade quando resolvesse ir embora.
— Eu não resolvi ir embora. Você está me expulsando.
— Porque não dá pra confiar em você. — Ele veio na minha direção, e o ar entre nós ficou pesado, carregado de dominância competindo. — Os membros do conselho ouvem mais você do que a mim. Você vem minando a minha autoridade desde o começo, não vem?
Minhas ......
Capitulo 5
Capítulo 5 O estranho que sabe meu nome
POV da Gen
— Por aqui... isso, aí mesmo!
Orientei os três garotos de moletom com o logo do OIT enquanto eles tiravam minhas malas surradas do Honda da Piper. O sol da manhã parecia uma acusação batendo na minha pele, mas eu me obriguei a focar na tarefa simples de colocar minha bagagem no lugar certo na calçada.
Sete da manhã, e o campus já fervilhava com uma energia que eu tinha esquecido que existia — estudantes correndo para as aulas cedo, copos de café na mão, mochilas penduradas nos ombros.
O mais alto deixou a mala maior exatamente onde eu tinha apontado. Um chaveiro do departamento de Finanças balançava preso na mochila dele, o emblema douradinho pegando a luz. Eu encarei aquilo, lembrando de quando eu usava um igual, de quando eu andava por essas ruas acreditando que o mundo era meu.
— Muito obrigada mesmo — eu consegui dizer, com a voz áspera da noite sem dormir.
Na noite passada, eu tinha ligado para a Piper às duas da manhã, parada numa esquina com minhas malas, rolando a lista de contatos e percebendo que ela era a única pessoa nesta cidade inte......
Capitulo 6
Capítulo 6 Lobinho Ferido
POV da Gen
A xícara tremia na minha mão. Três coisas se encaixaram ao mesmo tempo — o cheiro de pinheiro e ar de montanha, o timbre áspero da voz dele e a menção ao hospital.
Minha loba se agitou violentamente sob a minha pele, reconhecendo algo que a minha mente consciente não conseguia alcançar. O mesmo cheiro que tinha me envolvido quando aquelas garras enormes me pegaram no meio da queda. A mesma presença impositiva que tinha me mandado viver.
“Foi você”, eu soprei, com a voz trêmula. “Você que me salvou e me levou para o hospital?”
Um sorriso brincalhão curvou os lábios dele, deixando mais evidente a cicatriz fina que atravessava a sobrancelha direita. “A enfermeira não te contou? Eu sou o lobinho ferido.”
Atrás de mim, alguém soltou uma risada pelo nariz — e então o som morreu de repente.
Olhei por cima do ombro e vi que o estudante que estava dando risadinhas agora tinha travado no lugar, o sorriso se apagando na boca. Os outros estudantes da mesa dele tinham ficado rígidos, com os olhos arregalados e fixos em alguma coisa atrás de mim. A mão de uma garo......
Capitulo 7
Capítulo 7 Quando o ontem liga
POV da Gen
Dois dias tinham se passado desde que Ryker Sterling entrou no café da Piper e virou do avesso toda a minha compostura cuidadosamente construída.
Passei o pano na última mesa perto da janela, meus movimentos automáticos depois de três dias nessa rotina. O sol do fim da tarde entrava inclinado pelo vidro, aquecendo meus ombros.
— O tempo voa mesmo — murmurei para mim mesma. — Três dias e isso aqui já parece normal.
Normal. Que palavra estranha para uma vida construída sobre as ruínas de tudo o que eu conhecia.
— Ei. — Piper saiu do estoque, tirando o avental. — O tempo tá até decente, por milagre. Quer dar uma volta pelo campus?
Olhei para o relógio. Seis e quinze.
— Quero — eu disse. — Só deixa eu pegar minha jaqueta.
---
Dez minutos depois, a gente caminhava pela rua comercial familiar em direção ao Instituto de Tecnologia de Oakhaven. O ar de outono trazia um cheirinho de lenha queimada e de pão fresco vindo da padaria.
— Pera. — Piper segurou meu braço, me puxando para uma lojinha de conveniência. — Não dá pra fazer uma volta pelo......
Capitulo 8
Capítulo 8 Preso
POV da Gen
O rosnado da minha loba vibrou no meu peito antes mesmo de eu reconhecer, conscientemente, a ameaça.
“Srta. Chandler.” O proprietário — Sr. Greene — entrou na luz, a fumaça do cigarro se enrolando nas bochechas caídas. “O aluguel tá vencendo.”
A coluna da Piper enrijeceu ao meu lado, mas ela conseguiu sustentar um sorriso educado que não chegava aos olhos. “Sr. Greene. Eu ia deixar amanhã de manhã.”
“Amanhã não paga as contas deste mês.” Ele sacudiu a cinza no asfalto. “Eu agradeceria se fosse agora.”
Eu vi a Piper remexer na bolsa; os movimentos dela estavam controlados, mas tensos. A loba dentro de mim andava de um lado pro outro, pelos eriçados, lendo ameaça em cada linha da postura do Greene.
Piper tirou o talão de cheques, estalando a caneta com mais força do que precisava. “O valor de sempre?”
“Sobre isso.” Greene pegou o cheque sem nem olhar, e a atenção dele escorregou para além da Piper até parar, bem em mim. O olhar dele rastejou do meu rosto até meus pés e voltou, demorando em lugares que me deram ânsia. ......
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Eu estava na minha própria casa, vendo meu filho de cinco anos chamar a secretária do meu marido de “mamãe” — então deixei minha loba interior desped...
A trama gira em torno de feridas emocionais fortes, com espaco para queda, confronto e reconstrução.
A historia aparece ligada a Traição, Contemporâneo, Drama, Família, Trauma.
Ficha editorial
O que diferencia Roubada pelo Meu Verdadeiro Companheiro
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Conflito principal
A trama gira em torno de feridas emocionais fortes, com espaco para queda, confronto e reconstrução.
Primeiro passo de leitura
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Temas que conectam
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